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Uma Morte

Esqueça a dor!
A adaga da vidaE teu peito tinto,Quente!
O símbolo da vida,Como pode?Simboliza uma morte!
Foi o sentimento mais vil,Confundido com o mais sublime,Ninguém pode se apoderar da liberdade!
Deus, como Ele é bom!Mesmo quando a gente não entende,E a gente nunca entende.
Uma morte faz entender menos ainda,Mas, ela, parece estar em paz,Os vivos não estão.
A gente pode blasfemarE depois rezar pela vida,Ou o que vem depois dela.Isso é liberdade, Amém.
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Outono

Abra-te coração.
Despeja as chamas, Pelas folhas de outono.
Nem a frieza do inverno, Nem o calor do verão, Nem o êxtase da primavera, Somente o calmo e sereno outono.
O outono é o nirvana da natureza.

(Ser)Pente

Meu firmamento,
Faz tempo que não firma,Quem sabe eu me chamasse firmina,            firmava alguma coisa.
Firmava nesse peitoDe paixões váriasSeguidas fielmente pelo desinteresse.
Desinteresse esse,Que faz não saber quem sou,Entre amar demais e a total indiferença.
Eu vi a roda do destino descer e subir,Revolvendo as águas da vida.Serei eu a roda?Serei eu a água?
Pensar em ser,Só me faz querer (ser)pente,Pra pentear os cabelos do destino,Ou dar o bote na roda do tempo.
Bote, dei eu em meu coração,pra depois voltar suplicando o perdão,antes de desvelar o punhal às costas.
Não há perdãoQuando há sempre o que perdoar.Então tome, coração, promissória em branco,Perdão por qualquer erro no processo de tentar acertar.

Entre a Liberdade e a Escravidão

Olhos nos olhos,
Vibração num peito, Sorriso num lábio,E outro entreaberto:Admiração!
Olhos reviram, Uma alma volteia o mundo.Olhos encaram, Um disparo:Adrenalina!
Hormônios acirrados, Demônios cerrados, E eu entre a liberdade e escravidão.
Small Doses

Poesia Com Tons de Azul

Sem mais,
Sem menos,E sem porquê.Ela me visita e dá às rosasDo meu coraçãoO orvalho de um novo amanhecer.
Eu vejo um sol que ilumina,Mas não sinto seu calor,E, em meio a chuva de verão,Os lagos não transbordaram.
As palavras de amor emolduradas,Não se transformam em abraços,E mesmo em meio a tanta gente amiga,ninguém acompanha meus passos.
Ela sempre vai embora,Mas, sempre volta também,Tanto que em meu coração,Quarto arrumado ela tem.
Forever

Debaixo da Couraça

Debaixo da Couraça O inferno flamejante, O vale de sombras sem morte.
Satã Joga seus dados E para uma alma com as chagas de Jó, Os sinos já não tocam.
Um olhar pro céu Procurando o sinal E a voz que declara vitória.
Enquanto os quatro cantos da terra, Não chamarem o meu corpo, Empunho a espada, Levanto o escudo, Dos fiéis de Éfeso.

Vesúvio

Lava, pé Ante pé, Lava, pé, Ante pé, Vulcão!
Pé ante pé a correr E Freud, cadê? Cadê Salomão, E Roterdã?
Quem vai explicar Quando meus caros Vieram a habitar Minha pompéia particular?
E quando meu Vesúvio, Se tornou esse grotesco big bang, Que deu início ao meu mundo, Cheio de múmias… múmias… múmias…


Discórdia

“Discórdia, por quê vestes a túnica da Paz?” “Vendo-te em tão alvas vestes eu quase lhe confiro crédito, Mas, veja, a Paz ainda está ausente!”
Eis que entra a Verdade: “Discórdia! Aí estás, como pôde ser tão vil!” Ergo meus olhos contemplando a Verdade: “Liberte-nos!”
“Discórdia apunhalou a Paz com ajuda da Falsídia, Não titubeou em trajar suas vestes E desfila diante de nós!” “Quer que tomemos uma pela outra.”
“Eia, chamemos nossa rainha, Razão” Eis que Razão sentencia a Discórdia A ser decapitada em praça pública
Sob a luz da lamparina da Verdade.


Hail Hiena

A garbosa Hiena traja-se da túnica amarela, Lambusada porém, de sua ofidiosa saliva, Que desesperadas apegam-se ao pano Para não caírem ao chão ante uma ou outra gargalhada em meio aos gracejos da zombeteira.
As palavras já caíram ao chão, porém, Suas cabeças deslevalas de capacete, Já ofereceram traumas que certos crânios, Jamais esquecerão.
O gringo, gringou!! Não para de gritar!! Hiena, to the left! Hiena, to the left! Hail Hiena! E o público, sem juízo, regozija! Mas, convenhamos, qualquer um que tenha juízo, Se afasta de quem fala cuspindo e gargalhando.


Desce o Martelo

Bate o martelo! Oh, juiz implacável! Célere em sua condenação.

“Todo cidadão Tenha postura Vistam-se impecáveis No meu tribunal”

É a camisa amassada - desce o martelo! A gola não engomada - desce o martelo! É a meia descombinada - desce o martelo! É a saia estampada - desce o martelo!

O juiz orgulhoso, Do alto da sua arrogância, A todos condena, Mas, não dá-se conta De sua nudez.


O Oráculo de Betsaida

O Oráculo de Betsaida
Pelos olhos de avidya tudo vê.

Em terra de maya,
Quem tem Olho de Shiva
É rajá em seu ahamkara.

Dias de Tártaro

Em dias de tártaro, Cerberus rosna diante de mim, O coturno de Hades Pesa sobre minha garganta.
Erínias com seus grasnos Vêm punir-me, Em vão procuro a razão.
As razões estão sob poder de Dionísio, E se em meus arcanos Encontro a morte, O que hei de reclamar?