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Kali Yuga

A alma de todos os seus filhos,
Por trinta moedas de prata,
Valem elas mais que o Dharma?


Satã,
Regozija se em seu trono escarlate,
Brandindo seu cetro adornado
Por duas raposas de ouro,
Cada qual com sete cabeças
E dez chifres.


Aproximam-se as meretrizes,
Delas são o novo tempo,
Pois, seus gatos,
As patas direitas já ergueram.


E quando cada anjo,
Advindos de Patmos,
Tocarem suas trombetas,

Kali Yuga!


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Hail Hiena

A garbosa Hiena traja-se da túnica amarela, Lambusada porém, de sua ofidiosa saliva, Que desesperadas apegam-se ao pano Para não caírem ao chão ante uma ou outra gargalhada em meio aos gracejos da zombeteira.
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O gringo, gringou!! Não para de gritar!! Hiena, to the left! Hiena, to the left! Hail Hiena! E o público, sem juízo, regozija! Mas, convenhamos, qualquer um que tenha juízo, Se afasta de quem fala cuspindo e gargalhando.


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Tome meu cálice
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Lave-se,
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Pax et Bonum



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