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Vesúvio

Lava, pé
Ante pé,
Lava, pé,
Ante pé,
Vulcão!

Pé ante pé a correr
E Freud, cadê?
Cadê Salomão,
E Roterdã?

Quem vai explicar
Quando meus caros
Vieram a habitar
Minha pompéia particular?

E quando meu Vesúvio,
Se tornou esse grotesco big bang,
Que deu início ao meu mundo,
Cheio de múmias… múmias… múmias…



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Hail Hiena

A garbosa Hiena traja-se da túnica amarela, Lambusada porém, de sua ofidiosa saliva, Que desesperadas apegam-se ao pano Para não caírem ao chão ante uma ou outra gargalhada em meio aos gracejos da zombeteira.
As palavras já caíram ao chão, porém, Suas cabeças deslevalas de capacete, Já ofereceram traumas que certos crânios, Jamais esquecerão.
O gringo, gringou!! Não para de gritar!! Hiena, to the left! Hiena, to the left! Hail Hiena! E o público, sem juízo, regozija! Mas, convenhamos, qualquer um que tenha juízo, Se afasta de quem fala cuspindo e gargalhando.


Pax et Bonum

Quem quiser falar de mim,
Tome minha cruz,
Tome meu cálice
E vinde após mim.

Calce as sandálias dos meus pés,
Experimente minhas vestes.

Lave-se,
Remova o argueiro,
Mas,não queira empunhar o martelo.

Sua natureza é a minha,
Filhos de YHVH,
Eternos como Yeshua Hamashiach.

Pax et Bonum



No Aqueronte

Às margens do Aqueronte, Um óbolo nos lábios, As águas não se revolvem: É o fim do rio.
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Tal qual Perséfone, Meu coração e sentimentos. À a deusa, Olimpo, Ao Poeta, Submundo.